13 de dez de 2009

Apertem os cintos, o governo sumiu

"Estamos diante de uma tragédia de proporções e conseqüências ainda imprevisíveis para o futuro do Brasil. Pois, em condições tão propícias, sob inspiração das forças de esquerda, instalou-se um governo rastejante e inqualificável, sem projetos, sem coragem e sem sonhos. Desde o início ele se dedicou metodicamente a desmobilizar e desmoralizar sua própria base social. Na economia, jogou-se alegremente nos braços da especulação financeira e, na política, do fisiologismo vulgar. Prostrou-se diante do FMI e do sistema financeiro internacional. Sem esboçar nenhuma resistência, continuou a obra de destruição do Estado e de dilaceração da sociedade nacional.

Alienado e deslumbrado, Lula dedicou um ano a produzir fotografias e frases. 'Andou' de skate, 'tocou' guitarra e violino, colocou e tirou chapéus, falou de sua falecida mãe, jogou futebol, renovou promessas de palanque, mistificou, mentiu, confundiu, difundiu a paralisia, além, evidentemente, de oferecer intermináveis churrascos e sessões de cinema aos seus convidados. Washington Luís dizia que governar era abrir estradas. Nem isso Lula fez. Para ele, governar é divertir-se. Além, é claro, de pagar juros.

Nosso problema não é mais decifrar aquilo que, em artigo anterior, chamei de 'enigma Lula'. Ele está decifrado. Fede. O problema é olhar para a frente. Nos próximos anos, sob a chancela de um Lula fraco e de um PT desfigurado, poderemos assistir aos maiores retrocessos da nossa história."

César Benjamin na revista Caros Amigos
www.carosamigos.com.br


(Buteco.com, 26/04/2004)

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