27 de mai. de 2010

Live365.com - o futuro do rádio, hoje

Por volta de 1990 eu era ouvinte ativo das Ondas Curtas, e comentei uma vez com os colegas dexistas: no futuro teremos um receptor global que irá nos permitir sintonizar qualquer emissora no planeta. Bem, minha modesta "profecia" se realizou: hoje já temos este "receptor". Não é bem uma caixa com componentes eletrônicos e um dial, mas uma rede global que nos permite acessar informações sem limitações. Com o aumento da velocidade e largura de banda na Internet, as rádios online se multiplicaram. Ao contrário das emissoras tradicionais, que apenas reproduzem seu conteúdo na web, essas rádios passaram aos poucos a oferecer opções mais específicas a um público cada vez mais ávido por segmentação.

Uma das "sobreviventes" da bolha da Internet de 2000, a Live365.com é hoje o portal musical mais diversificado da web. São mais de 5.000 emissoras de 150 países, transmitindo música e programação de áudio em mais de 260 gêneros. As emissoras e DJs individuais pagam taxas mensais que são proporcionais ao número de ouvintes simultâneos. Já os ouvintes têm acesso gratuito à maioria das rádios com inserções publicitárias; uma assinatura mensal elimina a publicidade e dá um leque ainda maior de opções ao ouvinte.

Os gêneros musicais são extremamente variados e segmentados. Há emissoras dedicadas exclusivamente a um artista em particular, como por exemplo a 247Bach, com uma programação inteiramente voltada à obra de Johann Sebastian Bach. Outras são dedicadas a eventos, como a FaerieRadio, que traz músicas de artistas do festival FaerieWorlds. Há também as talk radios, emissoras de notícias e opinião em várias línguas, e rádios que transmitem exclusivamente airchecks, ou seja, gravações da programação de rádios do passado; em 2010, qualquer um pode ouvir as últimas notícias e o som de maio de 1960.

As rádios altamente segmentadas são hoje muito importantes para a afirmação de identidades culturais de grupos e nacionalidades, um tanto perdidas com a massificação cultural que ocorreu até os anos 80 e 90.

Algumas emissoras Live365:

Dryad Radio: música celta, fantasia e folclore
Santana Radio: dedicada à música de Carlos Santana
Music Radios Airchecks: transmite gravações de rádios dos anos 60 e 70, como a WABC New York
Poker Radio Network: música e histórias sobre o poker.
Rádio Bossa Encantada: Bossa Nova e música brasileira direto da Pousada Encanto de Itapoã, Salvador.

20 de mai. de 2010

Comunicado

Comunico aos amigos e seguidores do blog que minha mãe, Helena Martins Malagrino, nos deixou nesta noite de quarta-feira, às 20:30.

Para ela, inicia-se um novo ciclo. Aqui, continuamos o nosso.

17 de mai. de 2010

Sintel, made with Blender

A Blender Foundation, uma organização sem fins lucrativos e que desenvolve o software 3d Blender, está produzindo Sintel, uma animação de 10 minutos. Apresentando um tema épico e visualmente impactante, o filme está sendo desenvolvido dentro do conceito Open Source, ou seja, seu conteúdo é não-comercial, inteiramente de domínio público.

Alguns dos melhores talentos que trabalham com o Blender foram convidados para desenvolver o projeto no próprio Blender Institute em Amsterdam, Holanda, com todas as despesas pagas.

O trailer da animação foi lançado há alguns dias, e é de tirar o fôlego...

(Comentário inserido em 22/09/2011: quase um ano e meio depois vi a animação completa, de 15 minutos. É excelente, sob todos os aspectos: técnica, produção, roteiro e realização. A equipe liderada por Ton Rosendaal está de parabéns.)

http://durian.blender.org/about/

12 de mai. de 2010

Novo blog: Celtic World

Convido os amigos a visitar meu novo blog, sobre cultura, música e história das nações celtas:

http://celticworld.wordpress.com

(em língua inglesa)

8 de mai. de 2010

Fleetwood Mac & Christie McVie, "You Make Lovin' Fun"

Em um cenário dominado pelo grandiloqüente Rock Progressivo e ainda com a lembrança dos últimos álbuns dos Beatles e dos shows de Woodstock, fazer música pop comercial em 1976 era quase que uma heresia. Mas o melhor do gênero foi produzido nesta época, e certamente a banda Fleetwood Mac foi seu destaque.

No auge de seu sucesso, o Fleetwood Mac reuniu-se na Califórnia em 1976 para a gravação do álbum Rumours. Na verdade as sessões de gravação eram grandes festas em pleno estúdio, regadas a bebidas e drogas. Desentendimentos constantes entre os membros, separações e brigas entre os casais (Lindsay Buckingham e Stevie Nicks; Christie e John McVie) e constantes baixas a hospitais graças a todos esses excessos faziam a alegria dos tablóides e da mídia especializada na época.

Outro grande sucesso do álbum Rumours foi Dreams, composta por Stevie Nicks. Segundo palavras de Christie McVie, o Fleetwood Mac "fez sua melhor música no pior de sua forma".

No vídeo, a canção de Christie McVie, You Make Lovin' Fun.

7 de mai. de 2010

Pilot, "Canada"


A banda escocesa Pilot teve sucessos bem comerciais no início dos anos 70, como Canada e Get Up and Go. A formação se desfez no final da década de 1970, e parte de seus integrantes formaram o conjunto de rock progressivo The Alan Parsons Project.

Canada foi tema de um comercial de TV da então Rádio Excelsior AM 780, "A Máquina do Som", em 1976. Era também um hit no programa musical TV2 Pop Show, da TV Cultura de S. Paulo.

6 de mai. de 2010

Ace, "How Long?"


Outra da série "O que aconteceu com a música pop?": a banda britânica Ace, com os vocais de Paul Carrack. How Long?, de 1974.

Qualquer semelhança com Steely Dan não é mera coincidência.

4 de mai. de 2010

Suzi Quatro, "48 Crash"

Não ouvia esta música completa desde 1974, e nunca me dei conta da energia contida na voz de Susan Kay Quatrocchio, a Suzi Quatro. O vídeo é incrivelmente atual; não fosse pelas camisetas regatas dos músicos, seria uma obra-prima retro do canal VH1...

Simples e clara evidência de que a música no século 21 acabou...

http://www.suziquatro.com



3 de mai. de 2010

Pequenas URLs, grandes idéias...

Com a febre das redes sociais e do Twitter, tornou-se comum a troca de experiências via web. Porém muitas vezes isso significa enviar uma longa cadeia de caracteres como link, o que pode ser complicado ou até mesmo bloqueado -- serviços como o Twitter limitam o campo de mensagens a 140 caracteres.

Para simplificar, apareceram os serviços de redução de URLs. Como o Tiny.cc:


Ao clicar na URL reduzida, o próprio serviço se encarrega de redirecionar sua conexão à URL original.
Por exemplo, a URL completa deste post é
http://grey-noise.blogspot.com/2010/05/pequenas-urls-grandes-ideias.html

No Tiny.cc, ela ficaria
http://tiny.cc/c4vrv

O site utiliza um conjunto de caracteres alfanumérico para gerar uma URL com 5 caracteres. O número total de combinações é de 45.239.040.

Celtic World

Os posts do site que se referiam à cultura celta foram movidos para o blog
http://celticworld.wordpress.com/

2 de mai. de 2010

Conspiração - Revista Internet.br (abril/1997)

Uma entrevista que o Fernando Vilela, editor da revista Internet.br, fez comigo por e-mail em 1997:

Byte-papo com Claudio Malagrino

    Internet.BR - Na Internet existem informações de todos os tipos, das mais sérias às mais revolucionárias ou absurdas. Quais são os pontos positivos e negativos dessa "democracia de informação"?

Claudio Malagrino - Os teóricos da Comunicação costumam dizer que se trata de uma visão do mundo pós-moderno. Não conhecemos a verdade final, mas suas (múltiplas) interpretações. O fato é que a Internet vem, aos poucos, fazendo com que deixe de existir o "formador de opinião", tão consagrado pela mídia tradicional. E isso é muito positivo. Uma idéia pode ser contestada imediatamente, que por sua vez pode gerar uma réplica, um "thread", um "flame"... :-) O telespectador passivo passa a ser usuário ativo na Internet. Isso gera uma massa crítica de idéias que é muito rica, muito mais do que uma coluna de um editorial ou um comentário "indignado" ao final de uma notícia. O problema todo reside no seguinte: se caiu um avião, isso é fato. Não há o que contestar. Talvez as causas do acidente sejam abertas à interpretação, mas o fato é que o avião caiu. A mídia tradicional não falha na descrição do "fato", isso é uma questão sagrada. Mas, na Internet, nada impede que se passe por cima do fato. Até que ponto podemos confiar em uma informação lida em um grupo de discussão do tipo sci.medicine, se qualquer pessoa pode ter acesso a ele e dizer o que quer? Na Internet, tudo passa a ter o mesmo peso: o noticiário da CNN e a discussão sobre "a invasão dos EUA por tropas inglesas e da Nova Ordem Mundial".


    .BR- Só o fato de uma pessoa conhecer as teorias conspiratórias já contribui, de certa forma, para que ela fique mais desconfiada e enxergue a "realidade" também por outros ângulos. Que perigos pode trazer, contudo, a disseminação dessas teorias conspiratórias na Internet? Que tipo de preocupação um internauta deve ter em relação a elas?

Claudio - As teorias conspiratórias estão crescendo em meio a uma verdadeira "indústria da paranóia" nos EUA. O sucesso da (excelente) série televisiva "Arquivo X" se deve totalmente a isso. O roteirista, Chris Carter, é uma pessoa altamente sintonizada com esse espírito e bebe sua inspiração na fonte da Internet. A base de "Arquivo'X" é o trabalho do maior Bill Cooper, que escreveu "The UFO Conspiracy", um longo relato sobre um acordo secreto feito entre os governos dos EUA e da antiga URSS com os alienigenas, na infame década de 50.

Embora disseminada por grupos de tendências muitas vezes fundamentalistas, as teorias conspiratórias não se constituem necessariamente um perigo. Pelo contrário, apontam em direção a uma reflexão sobre o mundo em que estamos vivendo, de uma maneira mais ampla. O problema é que estas teorias normalmente não possuem base comprobatória e muitas vezes se auto-justificam, formando o que se pode dizer "um corpo fechado". O que quer dizer isto? Simples: Esta é minha teoria. Não existem provas. Elas foram destruídas. As provas eram conclusivas. Ponto final.

Um espaço muito sério de reflexão é o organizado por James Daugherty, do A-albionic Project (http://a-albionic.com). Uma série de temas são apresentados, e há, inclusive, uma lista de discussão, onde podem ser encontradas desde mensagens sobre temas relativos à democracia até "avisos" de invasões e exércitos na esquina.

O internauta iniciante deve procurar se municiar de um senso crítico muito grande, procurando filtrar estas informações, e refletir sobre o seu contexto e significado. É negativo aceitar estas idéias totalmente e negá-las também. Afinal, onde está a verdade, não? :-)


    .BR- O que mais o fascina na Internet?

Claudio - Tudo isso, toda essa riqueza de informação disponível de uma maneira muito fácil. Basta acessar seu mecanismo de busca e pronto: uma lista de locais a visitar. Páginas feitas por grandes corporações, impérios de mídia, e também por pequenos grupos ou pessoas, que podem expor suas idéias ou oferecer seus serviços em escala global, sem nenhuma censura. Isto é muito fascinante.


    .BR- É verdade que os seres extraterrestres vivem ocultos por aqui? :-)

Claudio - Se eles estão por aqui, não sei, mas a verdade é que eles não devem estar no comando, senão não teríamos tantos problemas de acesso à Internet. Civilizações extraterrestres que acessassem a Internet certamente teriam um painel de informações sobre nossa cultura muito mais amplo do que através da TV, por exemplo. Se bem que seria um painel predominantemente ocidental, branco e de língua inglesa. Mas, de qualquer maneira, bem amplo.


    .BR- Que navegação recomenda aos nossos leitores?

Claudio - Não apenas Web, mas Gopher e Usenet. Estes serviços não-gráficos contêm muita informação ainda e vão acabar sendo desativados por falta de utilização. Outra pedida é assinar listas de discussão de temas de seu interesse, nunca se esquecendo de que uma lista boa é uma que tem sempre uma boa discussão. No Web, gosto muito de visitar o site do Discovery Channel (www.discovery.com), e sites ligados a design e computação gráfica. E, é claro, recomendo a todos On-Line Magazine.

30 de abr. de 2010

Пропаганда - Знаешь


Pelo visto os russos aprenderam uma parte da lição de casa com o decadente Ocidente: imagens bonitas, lindas modelos como dublês de cantoras e uma batidinha dance. Mas na hora H o pop russo continua ruim como sempre...


No vídeo o trio Propaganda "canta" Znaesh' ("Você Sabe")...

29 de abr. de 2010

A Internet no museu


Já se vão pelo menos 16 anos desde as primeiras experiências de Tim Berners-Lee e sua World Wide Web de 1994. Desde então as páginas web se multiplicam diariamente, e hoje se contam aos bilhões. Na segunda década do século 21, estamos imersos em um oceano de bits.

Mas se cresce rápido, os produtos da cultura digital têm vida curta. Sites são substituídos por mais novos e os antigos são simplesmente apagados e esquecidos. Imagens e fotos tiradas em câmeras digitais se perdem, apagadas por descuido ou por mídias defeituosas. E-mails importantes se misturam a montanhas de spam. Por sorte há uma iniciativa de alguns grupos em preservar a cultura digital, a mais efêmera de todas já criadas pelo homem.

A Biblioteca do Congresso dos EUA (Library of Congress) desenvolve um programa de preservação de arquivos digitais. O site da LoC dá dicas aos usuários para preservação de suas fotos, materiais digitais e até mesmo e-mails:
http://www.digitalpreservation.gov/you/digitalmemories.html

O Internet Archive, uma vasta coleção de arquivos multimídia em domínio público, mantém o Wayback Machine, um repositório de versões de websites antigos desde seus primórdios na década de 90:
http://www.archive.org/web/web.php

E o webdesign dos anos 90, cheio de fundos estonteantes, GIFs animados e musiquinhas MIDI, já se tornou cult. Uma nova ferramenta, o Geocities-izer, permite transformar sites atuais em antigas versões, como aquelas que eram hospedadas no famoso Geocities:
http://wonder-tonic.com/geocitiesizer/index.php

(Mantenho meus sites mais antigos disponíveis na web. Como o OnLine Magazine, editado em 1996,
http://www.malagrino.com.br/online
e meu portfolio de 1998,
http://www.malagrino.com.br/portfolio/1998/
Versões mais antigas não tenho mais, pois estavam gravadas em diskette e já eram...)

28 de abr. de 2010

Afinal, onde está a verdade?

Em meados dos anos 90 a série televisiva The X Files, produzida por Chris Carter, fazia estrondoso sucesso. Seus protagonistas, os agentes do FBI Fox Mulder e Danna Scully, correram o mundo em busca de evidências para as mais bizarras teorias conspiratórias.


Mais de uma década depois, a idéia de que os governos mundiais escondem a verdade da população, seja ela qual for, ainda domina o imaginário popular. Abaixo, a reprodução do artigo que escrevi em 1996 no site pessoal OnLine Magazine:



Imagem: Charles Ames
Afinal,
onde está

a verdade?

      Conspirar. v. t. 1. Tramar, maquinar. 2. Entrar em conspiração, conluio. 3. Projetar em comum coisa contrária aos interesses de outro. 4. Tramar contra os poderes públicos. 
Leia com atenção:

  • Armas de controle psicotrônico contra cidadãos

  • Militares norte-americanos estão desenvolvendo tecnologias de
    controle mental remoto, para utilização contra milícias
    e manifestações públicas. Estas novas tecnologias
    armamentistas, desenvolvidas inicialmente pelos agentes da KGB soviética,
    baseam-se na utilização de ondas eletromagnéticas
    e acústicas de baixíssima freqüência (20 a 35
    Hz), causando desorientação, dores e em casos extremos a
    morte. O governo americano possui dispositivos capazes até mesmo
    de simular seqüestros por UFOs, projetando imagens holográficas
    de modo a implantar pequenos "chips" nas supostas vítimas,
    com a finalidade de seu monitoramento contínuo.


  • Cerco de Montana apenas esconde invasão inglesa

  • Existem fortes indícios de que o cerco ao grupo fundamentalista
    conhecido como Freemen, no estado de Montana, EUA, na verdade escondia
    uma tentativa de invasão de forças inglesas e da Nova Ordem
    Mundial. Armamento pesado, artilharia e um esquadrão de helicópteros
    foram mobilizados para o local, e os comandantes das unidades estão
    orientados a manter estrita disciplina e apenas ordenarem fogo quando atacados. 


  • 3.a Guerra Mundial completa 42 anos

  • A 3.a Guerra Mundial, também denominada Guerra Silenciosa,
    completou 42 anos de existência neste mês de maio. Com a finalidade
    de garantir o poder da classe dominante, as novas tecnologias eletrônicas
    passaram a ser utilizadas a partir de 1954 para promover o controle social
    sobre grupos indisciplinados e de classes sociais inferiores. Desde então,
    a família passou a ser progressivamente atacada e desintegrada,
    facilitando a reeducação dos mais jovens. A mídia
    vem desde então bombardeando seu público com produtos de
    entretenimento de baixo nível, e a escola vem sofrendo um processo
    de desmantelamento, para impedir a ascensão social das camadas mais
    baixas. O objetivo final da Guerra Silenciosa  é basicamente
    manter a Economia mundial sob controle, de modo a assegurar a paz, a ordem
    social e a tranqüilidade da elite dominante.


        Absurdo, curioso ou paranóico? Uma leitura mais atenta mostra que os textos
    acima têm algumas características em comum: 

    • Partem do princípio de que existe algo que está sendo escondido da opinião pública.
    • Supõem a existência de uma classe, ou de grupos dominantes na sociedade.
    • Alertam contra uma permanente situação de conflito entre estes grupos e as classes "inferiores". As classes dominantes estariam dispostas a tudo, de modo a garantir sua
      hegemonia.
        Estes são os fundamentos básicos das teorias conspiratórias.
    De características marxistas e por vezes nacionalistas, esta linha de pensamento tem se difundido em grupos de discussão da Usenet, como alt.conspiracy. Estes grupos geram
    uma quantidade muito grande de mensagens, onde a freqüente ausência de provas faz com que as hipóteses acabem muitas vezes se aproximando da ficção. Uma estratégia comum  é a da "justificativa pela negativa": 

    • "O governo nega a existência"; portanto deve ser verdadeiro.
    • "A mídia não cobriu o evento"; pois está comprometida com as elites.
    • "As provas não foram encontradas"; foram destruídas porque eram conclusivas.
        Este conjunto de características forma "teorias" fechadas, que se auto-justificam. 

        O mistério até hoje não solucionado da morte de John F. Kennedy, no dia 22 de novembro de 1963,  é um terreno fértil para especulações. Segundo Milton William Cooper, militar reformado norte-americano que serviu na Guerra do Vietnam como agente de inteligência,
    Kennedy foi morto porque pretendia denunciar  à opinião pública a existência de uma grande conspiração envolvendo o governo americano e seres alienígenas. UFOs capturados
    pela força aérea americana, contendo até mesmo extra-terrestres vivos, estariam agora em poder de militares dos EUA, e toda sua tecnologia estaria sendo absorvida. Boa parte dos filmes e seriados sobre UFOs apenas seriam instrumentos de preparação da opinião pública
    para a revelação gradual da tecnologia extra-terrestre. 


        Cooper vai mais além. Segundo ele, a Guerra Fria e a corrida espacial foram
    uma farsa. Os EUA e a antiga URSS sempre foram aliadas tecnológicas no espaço utilizando a tecnologia extra-terrestre, e possuem inclusive uma base em Marte desde o início dos anos 60. A transferência tecnológica dos UFOs faria parte de um grande acordo, onde os extra-terrestres teriam total liberdade em raptar animais e seres humanos para experiências.


    Em relação às provas, Cooper cita sua participação nos altos escalões de espionagem das
    Forças Armadas americanas, o que lhe permitiu ter acesso a documentos extremamente confidenciais, que ainda permanecem como tal.


    Imagem: anônima  

    A  Área 51  é uma região extensa, próxima ao Lago Groom, no estado de Nevada, EUA. Situada a noroeste da cidade de
    Las Vegas, encontra-se no meio de uma região deserta. Com a intenção de promover o turismo nas regiões vizinhas, uma estrada próxima ao local foi denominada "Rodovia extra-terrestre". E não
    é  à toa: para muitos, a  Área 51 esconde UFOs capturados, inclusive a espaçonave do famoso "Caso Roswell", de 1947. O governo americano não confirma a existência da Área 51, mas sabe-se com certeza que se trata de uma base secreta de desenvolvimento de aeronaves especiais. Lá foi desenvolvido o bombardeiro U2, e vem sendo aperfeiçoada a tecnologia de aeronaves invisíveis aos sinais de radar. 


        
    Imagem: Glenn Campbell - Desert Rat
      


       Recentemente, ex-funcionários da  Área 51 entraram com processos contra o governo norte-americano
    por danos causados a sua saúde, graças  à inalação
    de gases tóxicos produzidos dentro da base. Porém, os funcionários, ao confirmarem sua atuação dentro de uma  área
    de segurança nacional, estavam se arriscando a serem condenados a pelo menos 10 anos de prisão. As dificuldades também eram grandes por parte do advogado das vítimas, ao exigir relatórios mais conclusivos sobre quais gases tóxicos foram liberados. As negativas dos oficiais eram constantes, alegando questões de segurança nacional. 


    Imagem: Glenn Campbell -
    Desert Rat
     
     

    A mística em torno da  Área 51 tem aumentado. Lojas
    da região vendem souvenirs com imagens de ETs e formato de UFOs. Grupos têm se organizado para chegar tão próximo quanto possível da região, que não possui nenhuma cerca,
    apenas placas que proíbem a entrada, sob pena de prisão.
    Relatos de aparições de luzes noturnas no local também
    são comuns, e fotos da região são exibidas em sites
    na Internet como verdadeiros troféus. Até mesmo um grupo
    de discussão especial na Usenet, denominado alt.conspiracy.area51, foi criado para troca de informações, textos e imagens sobre a região. 


        Afinal, existem conspirações promovidas por grupos escusos, que manipulam o destino de toda a humanidade? Ou são apenas histórias curiosas, levadas a sério por paranóicos e extremistas? Análises mais apuradas levam a crer que o assassinato de John F. Kennedy foi fruto de uma conspiração de grupos descontentes com a progressiva perda de privilégios, graças  à política econômica interna. O Brasil recentemente experimentou os efeitos nefastos de um governo paralelo, comprometido com um amplo esquema de corrupção.
    Sua descoberta levou  até mesmo à deposição de um presidente da República. Se uma mentira se esconde entre duas verdades, uma verdade pode ficar muito bem escondida entre várias mentiras.

    25 de abr. de 2010

    Avatar em DVD: mal-humorados crônicos, não assistam!

    Recebi nesta semana minha cópia do DVD de Avatar, reservado na pré-estréia. Trata-se de uma versão simples, sem extras. Não assisti à versão no cinema, apenas li as inúmeras críticas, boas e ruins, ao filme de James Cameron. Mas decidi deixar isso de lado e vê-lo com os próprios olhos. Ainda bem.

    Do ponto de vista técnico e de produção é uma das obras mais belas e competentes da história do cinema. A direção de arte é soberba. É estonteante ver que as cenas na terra dos Na'Vi são inteiramente renderizadas e/ou compostas digitalmente. Mesmo em termos de enquadramento e dinâmica de câmera o filme inova: zooms rápidos, "chicotes" e travellings que acompanham animais correndo são perfeitos. E os personagens, animados utilizando-se a técnica do "motion capture" (que captura digitalmente até mesmo os movimentos mais sutis do rosto) nos passam beleza e sensualidade, como a bela Na'Vi Neytiri (interpretada por Zoë Saldana).

    Já a história é simples e direta, e acaba sendo apenas um suporte para todo este trabalho visual. Uma mineradora em um planeta de Alfa Centauro busca um material raro, o Unobtanium, e sua maior reserva fica abaixo de uma árvore sagrada para os Na'Vi. A mineradora RDA inicialmente tenta por vias pacíficas uma negociação com os Na'Vi, através do ex-marine paraplégico Jake Sully (Sam Worthington), transformado em um avatar. Mas Sully envolve-se emocionalmente com os Na'Vi, falha em sua missão, e a RDA decide que seu exército particular, formado por mercenários e comandado pelo coronel linha-dura Quaritch (Stephen Lang) deve mandar bala. Os Na'Vi, através de sua conexão com uma deusa holística chamada Eywa, tentam defender-se.

    Grande parte das críticas recebidas por Avatar são meio botocudas, e dirigidas a elementos que sequer estão presentes no filme. Não há nenhuma crítica ao "militarismo" ou ao "imperialismo" (!) dos EUA; em nenhum momento o filme cita os Estados Unidos ou associa as atividades da mineradora a um país em particular -- apenas fala-se na raça humana vinda de um planeta moribundo. A única crítica feita por Cameron é dirigida à exploração indiscriminada dos recursos naturais, representada pela RDA e suas gigantescas máquinas de mineração.

    No mais, ecologismos à parte, trata-se de um filme visualmente belíssimo e com muita ação. Um grande filme de fantasia. Para quem gosta do gênero e ainda não viu, eu recomendo. Se não gosta ou se é um mal-humorado crônico, é simples: não assista.

    19 de abr. de 2010

    Emoticons na palma da mão!

    Estressado? Irritado? Ansioso? Seus problemas acabaram! Compre já seu conjunto completo de 8 Emoticons e alivie sua tensão!

    Sim, eles são de verdade! Você pode apertá-los, jogá-los na parede ou na cara de alguém sem correr o risco de estragar seu computador!

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    Um oferecimento deviantART.

    17 de abr. de 2010

    Toto, "Africa"

    Toto é uma das bandas símbolo do soft-rock dos anos 80. Várias canções da banda ocuparam os primeiros lugares nas paradas internacionais, como Africa, Rosanna, 99 e I'll Be Over You.

    No vídeo, Toto interpreta Africa, de 1982.

    15 de abr. de 2010

    11 de abr. de 2010

    The Pacific

    Estreou hoje na TV brasileira a milionária produção da HBO, The Pacific. Com roteiro de Bruce McKeena (Band Of Brothers), produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg, e com trilha sonora de Hans Zimmer, a série de US$ 230 milhões e 10 episódios conta a história da guerra do Pacífico após o ataque de Pearl Harbor em dezembro de 1941.

    Assisti há pouco o primeiro episódio, pela HBO. Em minha opinião, a série não tem nem de longe o mesmo charme da fenomenal Band of Brothers, a história da Easy Company no front europeu. Os personagens não são carismáticos, há uma preocupação excessiva com o hiper-realismo (cenas de sangue e corpos despedaçados), aliás tendência no cinema e TV atuais. A primeira cena de combate é longa e confusa, apenas uma seqüência de explosões e tiros traçantes.

    O ponto alto do episódio foi o desembarque na cabeça-de-praia feito pelos soldados através dos anfíbios DUKW; à constante tensão e terror dos soldados se contrasta um desembarque tranqüilo, ao invés da chuva de tiros a que nos acostumamos a ver em filmes sobre a Normandia.

    Segundo sites especializados, The Pacific, que estreou na HBO mundial em março e ainda está em exibição, tem sido bem recebido pelo público e crítica.

    10 de abr. de 2010

    Carly Simon, "You're So Vain"

    Carly Simon coleciona sucessos, mas nenhum de seus hits gerou tanta polêmica quanto You're So Vain, composta em 1972 para o álbum No Secrets.

    Carly criou em seu site oficial uma página inteiramente dedicada à música, com uma coletânea de entrevistas onde ela sistematicamente despista os entrevistadores sobre quem seria o "vaidoso" homem que voou de Learjet até Nova Escócia apenas para ver um eclipse do sol... Seria Mick Jagger? "Não". James Taylor (ex-marido de Carly)? "Definitivamente, não". O ator Warren Beatty, nascido em Nova Escócia? "Talvez"...

    Em 2005 Carly Simon, em entrevista ao USA Today, brincou que o misterioso homem que se dividia entre "algum espião do submundo ou a esposa de um amigo" era o "Garganta Profunda", o ex-agente do FBI Mark Felt, que revelou os segredos do escândalo de Watergate aos repórteres do Washington Post em 1974.

    Polêmicas, fofocas e o talento de Carly Simon mantêm You're So Vain um sucesso há quase 40 anos.

    No vídeo de 1987, Carly Simon interpreta You're So Vain em um concerto na ilha Martha's Vineyard, Massachusetts.


    You walked into the party like you were walking onto a yacht
    Your hat strategically dipped below one eye
    Your scarf it was apricot
    You had one eye in the mirror as you watched yourself gavotte
    And all the girls dreamed that they'd be your partner
    They'd be your partner, and....

    You're so vain, you probably think this song is about you
    You're so vain, I'll bet you think this song is about you
    Don't you? Don't you?

    You had me several years ago when I was still quite naive
    Well you said that we made such a pretty pair
    and that you would never leave

    But you gave away the things you loved and one of them was me
    I had some dreams they were clouds in my coffee, clouds in my coffee and....

    You're so vain, you probably think this song is about you.....

    Well I hear you went up to Saratoga and your horse naturally won
    Then you flew your Lear jet up to Nova Scotia to see the total eclipse of the sun
    Well, you're where you should be all of the time
    And when you're not you're with
    Some underworld spy or the wife of a close friend
    Wife of a close friend, and....

    You're so vain, you probably think this song is about you.....