Estreou hoje na TV brasileira a milionária produção da HBO, The Pacific. Com roteiro de Bruce McKeena (Band Of Brothers), produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg, e com trilha sonora de Hans Zimmer, a série de US$ 230 milhões e 10 episódios conta a história da guerra do Pacífico após o ataque de Pearl Harbor em dezembro de 1941.
Assisti há pouco o primeiro episódio, pela HBO. Em minha opinião, a série não tem nem de longe o mesmo charme da fenomenal Band of Brothers, a história da Easy Company no front europeu. Os personagens não são carismáticos, há uma preocupação excessiva com o hiper-realismo (cenas de sangue e corpos despedaçados), aliás tendência no cinema e TV atuais. A primeira cena de combate é longa e confusa, apenas uma seqüência de explosões e tiros traçantes.
O ponto alto do episódio foi o desembarque na cabeça-de-praia feito pelos soldados através dos anfíbios DUKW; à constante tensão e terror dos soldados se contrasta um desembarque tranqüilo, ao invés da chuva de tiros a que nos acostumamos a ver em filmes sobre a Normandia.
Segundo sites especializados, The Pacific, que estreou na HBO mundial em março e ainda está em exibição, tem sido bem recebido pelo público e crítica.
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11 de abr. de 2010
1 de fev. de 2010
Lili Marlene
Lili Marlene foi escrita durante a 1.ª Guerra Mundial, por Hans Leip, do Exército Imperial Alemão. Em 1938 Norbert Schultze compôs uma melodia para a letra de Leip, e a canção foi gravada pela cantora Lale Andersen.
Durante a ocupação da Iugoslávia pelas tropas nazistas em 1941, o programador da Rádio Belgrado tocava com freqüência Lili Marlene, por absoluta falta de outros discos nas prateleiras da emissora. O ministro da propaganda Joseph Göbbels não gostou da canção e ordenou que saísse do ar; mas a Rádio Belgrado era captada em toda a Europa, e tanto alemães quanto soldados aliados se encantaram com a história da garota sob a luz... O general alemão Rommel permitiu que a rádio transmitisse a canção, que se tornou a assinatura da emissora, sendo executada todos os dias às 21:55, antes de sair do ar.
A popularidade de Lili Marlene cresceu tanto que foram escritas versões em várias línguas. A atriz americana Marlene Dietrich interpretou-a diversas vezes por toda a Europa e norte da África, por três anos.
Abaixo, Lale Andersen interpreta Lili Marlene na versão original de 1939.
http://ingeb.org/garb/lmarleen.html
Durante a ocupação da Iugoslávia pelas tropas nazistas em 1941, o programador da Rádio Belgrado tocava com freqüência Lili Marlene, por absoluta falta de outros discos nas prateleiras da emissora. O ministro da propaganda Joseph Göbbels não gostou da canção e ordenou que saísse do ar; mas a Rádio Belgrado era captada em toda a Europa, e tanto alemães quanto soldados aliados se encantaram com a história da garota sob a luz... O general alemão Rommel permitiu que a rádio transmitisse a canção, que se tornou a assinatura da emissora, sendo executada todos os dias às 21:55, antes de sair do ar.
A popularidade de Lili Marlene cresceu tanto que foram escritas versões em várias línguas. A atriz americana Marlene Dietrich interpretou-a diversas vezes por toda a Europa e norte da África, por três anos.
Abaixo, Lale Andersen interpreta Lili Marlene na versão original de 1939.
1. Vor der Kaserne Vor dem großen Tor Stand eine Laterne Und steht sie noch davor So woll'n wir uns da wieder seh'n Bei der Laterne wollen wir steh'n |: Wie einst Lili Marleen. :| 2. Unsere beide Schatten Sah'n wie einer aus Daß wir so lieb uns hatten Das sah man gleich daraus Und alle Leute soll'n es seh'n Wenn wir bei der Laterne steh'n |: Wie einst Lili Marleen. :| 3. Schon rief der Posten, Sie blasen Zapfenstreich Das kann drei Tage kosten Kam'rad, ich komm sogleich Da sagten wir auf Wiedersehen Wie gerne wollt ich mit dir geh'n |: Mit dir Lili Marleen. :| 4. Deine Schritte kennt sie, Deinen zieren Gang Alle Abend brennt sie, Doch mich vergaß sie lang Und sollte mir ein Leids gescheh'n Wer wird bei der Laterne stehen |: Mit dir Lili Marleen? :| 5. Aus dem stillen Raume, Aus der Erde Grund Hebt mich wie im Traume Dein verliebter Mund Wenn sich die späten Nebel drehn Werd' ich bei der Laterne steh'n |: Wie einst Lili Marleen. :| | Underneath the lantern, By the barrack gate Darling I remember The way you used to wait T'was there that you whispered tenderly, That you loved me, You'd always be, My Lilli of the Lamplight, My own Lilli Marlene Time would come for roll call, Time for us to part, Darling I'd caress you And press you to my heart, And there 'neath that far-off lantern light, I'd hold you tight , We'd kiss good night, My Lilli of the Lamplight, My own Lilli Marlene Orders came for sailing, Somewhere over there All confined to barracks was more than I could bear I knew you were waiting in the street I heard your feet, But could not meet, My Lilly of the Lamplight, my own Lilly Marlene Resting in our billets, Just behind the lines Even tho' we're parted, Your lips are close to mine You wait where that lantern softly gleams, Your sweet face seems To haunt my dreams My Lilly of the Lamplight, My own Lilly Marlene |
http://ingeb.org/garb/lmarleen.html
25 de jan. de 2010
Katyusha and The Motherland
Katyusha (Катюша) é uma canção patriótica soviética, composta em 1938 por Isakovsky e Blanter. Conta a história de uma jovem que aguarda por seu amado, um soldado que luta em terras distantes.
A canção se tornou popular na voz de Lidiya Ruslanova durante os anos 1930. A cantora chegou até mesmo a interpretá-la às portas do Reichstag destruído, durante a Batalha de Berlim.
Aqui, Katyusha é interpretada pela ucraniana Irina Biliyk.
A canção se tornou popular na voz de Lidiya Ruslanova durante os anos 1930. A cantora chegou até mesmo a interpretá-la às portas do Reichstag destruído, durante a Batalha de Berlim.
Aqui, Katyusha é interpretada pela ucraniana Irina Biliyk.
Расцветали яблони и груши, Поплыли туманы над рекой. Выходила на берег Катюша, На высокий берег на крутой. Выходила, песню заводила Про степного, сизого орла, Про того, которого любила, Про того, чьи письма берегла. Ой ты, песня, песенка девичья, Ты лети за ясным солнцем вслед. И бойцу на дальнем пограничье От Катюши передай привет. Пусть он вспомнит девушку простую, Пусть услышит, как она поет, Пусть он землю бережет родную, А любовь Катюша сбережет. | Apple and pear trees were a-blooming, Mist (was) creeping on the river. Katyusha set out on the banks, On the steep and lofty bank. She was walking, singing a song About a grey steppe eagle, About her true love, Whose letters she was keeping. Oh you song! Little song of a maiden, Head for the bright sun. And reach for the soldier on the far-away border Along with greetings from Katyusha. Let him remember an ordinary girl, And hear how she sings, Let him preserve the Motherland, Same as Katyusha preserves their love. |
22 de dez. de 2009
20 de dez. de 2009
Band of Brothers
The History Channel América Latina está apresentando a série "Band of Brothers", produzida em 2001. Baseada em um livro de Stephen Ambrose de mesmo nome, a série de 11 filmes contou com produção executiva de Steven Spielberg e Tom Hanks, e custou 120 milhões de dólares.
A série de 11 filmes, cada um deles com mais de uma hora de duração, retrata o treinamento e combate da Easy Company, do 506.º Regimento de Infantaria Pára-quedista (Airborne). Difícil descrever aqui a qualidade da produção e sensibilidade das situações narradas nos episódios, reforçada pela trilha sonora e excelente performance dos atores.
O site de The History Channel traz um especial sobre a série, com resumo, elenco, fotos, amostras da trilha sonora e até a contextualização histórica do conflito.
No site Internet Movie Database (Imdb.com), especializado em resenha de filmes, clássicos como "Citizen Kane" recebem notas de 8,5. Já "Band of Brothers" recebeu uma média de 9,5 em votação feita pelos internautas.
Os membros da "Easy Company" até hoje se reúnem anualmente, em eventos organizados pelo ex-comandante Richard Winters e pelo veterano "GI" Bill Guarnere.
O hotsite do THC pode ser acessado em
http://www.thc.tv/bob
A série de 11 filmes, cada um deles com mais de uma hora de duração, retrata o treinamento e combate da Easy Company, do 506.º Regimento de Infantaria Pára-quedista (Airborne). Difícil descrever aqui a qualidade da produção e sensibilidade das situações narradas nos episódios, reforçada pela trilha sonora e excelente performance dos atores.
O site de The History Channel traz um especial sobre a série, com resumo, elenco, fotos, amostras da trilha sonora e até a contextualização histórica do conflito.
No site Internet Movie Database (Imdb.com), especializado em resenha de filmes, clássicos como "Citizen Kane" recebem notas de 8,5. Já "Band of Brothers" recebeu uma média de 9,5 em votação feita pelos internautas.
Os membros da "Easy Company" até hoje se reúnem anualmente, em eventos organizados pelo ex-comandante Richard Winters e pelo veterano "GI" Bill Guarnere.
O hotsite do THC pode ser acessado em
http://www.thc.tv/bob
(almanaq, 01/05/2005)
"Por Deus, as estrelas vermelhas são inúteis!"
Um dos livros que estou lendo no momento é "Yalta, ou a Partilha do Mundo", do francês Arthur Conte. O livro, escrito em 1964, foi editado em português pela Bibioteca do Exército Editora em 1986.
O livro é um relato minucioso da situação do conflito e do encontro dos "Três Grandes" que ocorreu em Yalta, no início do 1945, ocasião em que a situação do mundo pós-2.ª Guerra já começava a se delinear.
Conte é um entusiasta ao se referir ao comunismo e à URSS, para ele uma nação que se encaminha a um futuro glorioso, ao contrário dos EUA e da Grã-Bretanha, "onde se processa um ciclo de evolução que a Rússia já sofreu há 30 anos e no qual o soviético tem a certeza de não voltar a cair".
A base da ação externa da URSS é assegurar a vitória da Revolução e exportá-la ao resto do globo, começando pelos "Estados-tampão" do Leste Europeu, aí incluída também a Finlândia.
O assessor do Marechal Tito da Iugoslávia, Milovan Djilas, visitou Josef Stalin no verão de 1944. Palavras de Stalin:
- Sobretudo, evitem assustar os ingleses. Não os alarmem com um eventual golpe de força comunista. Façam-se menos comunistas possível. Que pensam fazer com essas estrelas vermelhas nos bonés? Importante é o que se merece, e vocês... Estrelas! Por Deus, as estrelas vermelhas são inúteis!
(almanaq, 19/04/2005)
O livro é um relato minucioso da situação do conflito e do encontro dos "Três Grandes" que ocorreu em Yalta, no início do 1945, ocasião em que a situação do mundo pós-2.ª Guerra já começava a se delinear.
Conte é um entusiasta ao se referir ao comunismo e à URSS, para ele uma nação que se encaminha a um futuro glorioso, ao contrário dos EUA e da Grã-Bretanha, "onde se processa um ciclo de evolução que a Rússia já sofreu há 30 anos e no qual o soviético tem a certeza de não voltar a cair".
A base da ação externa da URSS é assegurar a vitória da Revolução e exportá-la ao resto do globo, começando pelos "Estados-tampão" do Leste Europeu, aí incluída também a Finlândia.
O assessor do Marechal Tito da Iugoslávia, Milovan Djilas, visitou Josef Stalin no verão de 1944. Palavras de Stalin:
- Sobretudo, evitem assustar os ingleses. Não os alarmem com um eventual golpe de força comunista. Façam-se menos comunistas possível. Que pensam fazer com essas estrelas vermelhas nos bonés? Importante é o que se merece, e vocês... Estrelas! Por Deus, as estrelas vermelhas são inúteis!
(almanaq, 19/04/2005)
História Virtual
Ontem o Discovery Channel apresentou o programa "História Virtual". O complô para matar Hitler em 1944 é contado utilizando-se imagens criadas em computador, como se cada momento tivesse sido registrado em filme.As faces dos personagens são bastante convincentes, auxiliadas pelo tratamento das imagens, que procurou imitar a textura dos filmes antigos de 8 e 16 mm. Além das dramatizações, o documentário apresenta depoimentos de pesquisadores e pessoas indiretamente envolvidas, como o filho do Coronel von Stauffenberg, um dos executores do atentado.
O programa mostra momentos do cotidiano de personagens da Segunda Guerra, como Adolf Hitler, Josef Stalin, Winston Churchill e Franklin Delano Roosevelt.
Hitler sofria de melancolia crônica, insônia e era hipocondríaco, tomando uma grande quantidade de medicamentos e injeções estimulantes. Churchill, bastante gordo, ingeria o dia todo whiskey com papaya, além de fumar charutos sem parar. Roosevelt era o mais debilitado; acometido de poliomielite, sofria dores nas costas e tinha constantes desmaios e crises. Apenas Stalin possuía uma saúde equilibrada, fato que certamente o ajudou a permanecer no poder vários anos após o fim da 2.ª Guerra.
Frase do Coronel von Stauffenberg, dito à esposa um dia antes do atentado:
"Se eu obtiver sucesso, eles vão me chamar de traidor da Alemanha. Se eu fracassar, eu estarei traindo a minha própria consciência."
Mais detalhes no site do Discovery.
(Buteco.com, 20/12/2004)
17 de dez. de 2009
Senta a Pua!
Fazendo uma pausa no esporte, acabei de ver um excelente e sensível documentário sobre o 1.º Grupo de Aviação de Caça da FAB no The History Channel.
Um trabalho de ótima qualidade, produzido pela BSB Filmes, com a direção do cineasta Erik de Castro e roteiro de Carlos Lorch, diretor da "Revista Força Aérea".
Mais detalhes no site http://www.sentaapua.com.br/
O texto do livro do Brig. Perdigão, "Missão de Guerra", ilustra os créditos do documentário:
"...Os pais e avós que somos hoje queremos repudiar àquelas missões pelo mal que causaram, pois morte e destruição era a mensagem que se levava diariamente sob as asas.
Sim, queremos quase repudiá-las, mas o que volta sempre é a euforia daqueles momentos vibrantes e singelos, o prazer de reconquistar cada dia o direito de viver mais vinte e quatro horas, a tranqüilidade de voar com um amigo ao alcance de cada asa, de viver com um irmão ao alcance de cada braço".
(Buteco.com, 24/08/2004)
Um trabalho de ótima qualidade, produzido pela BSB Filmes, com a direção do cineasta Erik de Castro e roteiro de Carlos Lorch, diretor da "Revista Força Aérea".
Mais detalhes no site http://www.sentaapua.com.br/
O texto do livro do Brig. Perdigão, "Missão de Guerra", ilustra os créditos do documentário:
"...Os pais e avós que somos hoje queremos repudiar àquelas missões pelo mal que causaram, pois morte e destruição era a mensagem que se levava diariamente sob as asas.
Sim, queremos quase repudiá-las, mas o que volta sempre é a euforia daqueles momentos vibrantes e singelos, o prazer de reconquistar cada dia o direito de viver mais vinte e quatro horas, a tranqüilidade de voar com um amigo ao alcance de cada asa, de viver com um irmão ao alcance de cada braço".
(Buteco.com, 24/08/2004)
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